quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cometários

Ola caros leitores, espero que estejam a gostar do meu blog. Gostaria de incentiva-los a comentar meus poemas deixando criticas ou conselhos, de forma a que possa a melhorar meu trabalho. Espero agrada-los e continuarei a fazer meu melhor.

Abraços 

Cólera

Tanta cólera, tanta raiva
Tanto mal, tal o veneno
Que me arranca a alma
E tenta assim sempre matar
Tal fraqueza, pobre carne
Que apodrece e dilacera
Como se arrancada de vida
Tudo em barro desfizera 
Tão calejadas as mão
De quem enfrenta esta vida
Numa luta tão agreste
Numa dor tal nascida 
Que nem sabe se chamar gente
Ao que passa, ao que corre
E num suspiro de ansiedade
Deixa correr o sangue negro
Que escorre entre a saudade
Saudades de sal e pó
Que cai de tu ou estátua 
Num estar que até da dó
Blasfemas contra mim
Chamas nomes a postura
Num bafejar sem sentido algum
Que te leva aos poucos a loucura
Em fúria rompes a penumbra
Que cobre de peste e finitude
A rua por onde passas-te por mim
Com esse teu sentir de altitude

H.N

Nome

Nome, meu nome, minha gente
Entre tumultos e palavras cruas
Que se escondem nas pedras lisas
Que se despojam de qualquer sentir

Nada, tão nada, só delas
Essas fontes de água insana
Onde banhaste teu corpo oscilante
De curvas tão belas e perfeitas

Sempre, num sempre tão presente
Que não apaga tua recordação
Marcada a cada risco da vida
Em profundos sulcos de sal

Tão longe, na lonjura do teu olhar
Eu perco parte do horizonte
E deixo que o vento varra a folhas
Essas folhas soltas de outono

Querer, por querer a liberdade
Ergo os braços a luz que chega
E ainda tento seguir em frente
A espera da nova madrugada.

H.N

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Da minha Janela


Da minha janela eu vejo
Um mundo que acontece
Um suspirar de povo
Num sentir dito em prece
Da minha janela eu vejo
O brincar que faz crescer
Numa bola, um pontapé
Um luar ao amanhecer
Da minha janela eu vejo
A luz mais clara da madrugada
Onde se deslumbram silhuetas
De pessoas simples, amadas
Da minha janela ao beiral
Vejo cores de felicidade
E a esperança da geração
Que cresce entre a saudade
Da minha janela tão pequena
Vejo lustres, vejo antigo
Entre o novo tecnológico
Vejo o sorrir daquele amigo
Da vidraça da minha janela
Posso ver outras janelas
Tão abertas em solidão
De ruas velhas, vielas
Da minha janela embaçada 
Posso ver um verde radiante
Que se faz montanha
Onde me perco Vagante 
De tantas janelas vemos
A vida que nelas existe
E assim é este mundo
Este mundo que me assiste.

H.N

Margem certa

Passa tempo, num passar
Que não deixa de ser ironia
Essa passagem sem compreensão
Que transforma euforia
Em choro e maldição
Num sofrer tão descompensado
Que já sem nome quebra
Em mil partes teu passado
Num grito fazes implodir a vontade
Num suspiro faz gelar a água
Que que lava o rosto desgastado
Pela impiedade e pela mágoa
Já não esperas ai, sentado
Já não estas a espera do destino
Só esperas que cai a noite
E que chegue teu assassino
Que venha o carrasco do teu querer
Que chegue o suspiro frio
Que te colocara na fronteira
Na margem certa do rio

H.N.

Ela

Ela é figura de tempos
Ela é passado, presente
E é rio entre a gente
Que percorre ao sabor
Das pessoas e dos sonhos
Entre sorrisos tão risonhos
Que trazem a alma calor
E tudo num tão nada
Que faz mover os mares
Entra em casas, esses lares
Onde tanta gente foi deixada
Nome, apelido, ninguém sabe
Só sabem que é leve espuma
Que carregada na bruma
Todos querem que não acabe
A quem diga que é ilusão
Que não existe, é trapaça 
Mas já entrou na minha casa
E me roubou o coração
É material ou tangível? 
Perguntam todo sem saber
Sem aceitar pois não o podem ver
Alguns dizem ser inacessível 
É noite ou é dia?
É sentido ou postura?
Entre a dor e a loucura
Todos lhe chamam poesia!

H.N
Espero que tenham tido boas entradas neste novo ano, e que este seja um ano repleto de novos projectos e muitas coisas boas. :)
2014